A Maldição da Mansão Hill: uma boa construção de terror psicossocial

Terror. Um gênero que me causa calafrios só de imaginar as cenas medonhas que podem aparecer na tela, me afastando, inclusive, de inúmeras histórias. Contudo, por incentivo de alguns “abiguinhus”, resolvi me aventurar na nova série de terror da Netflix: A Maldição da Mansão Hill.

A série conta a história de uma família – composta por um casal e cinco crianças – que se muda para uma velha mansão numa cidade do interior. O objetivo do casal é reformar o imóvel, vendê-lo por uma alta quantia e adquirir um imóvel melhor localizado, para servir de residência definitiva da família. Como nem tudo são flores, a família vai passando por situações, no mínimo, inusitadas, corroborando a fama de casa mal-assombrada do imóvel.

Basicamente, a série traz um monte de fantasminhas sacanas, que podem tanto aparecer nitidamente para fundir o psicológico de um dos membros da família, como também estar escondidinhos, nos planos de fundo de várias cenas – para quem curte procurar “visages” horripilantes, é uma ótima ocupação extra durante a trama.

Ainda que sempre tivesse um certo “medinho”, o trailer me deixou curiosa sobre a produção e embarquei de vez. Confesso que comecei a assistir somente sob a bela luz do dia, para evitar os pensamentos malévolos antes de dormir (rsrssrsrr), mas assisti alguns episódio à noite também, e sim, tive alguns problemas para pegar no sono – o que não me tirou em nenhum momento a vontade de continuar na maratona, porque a trama é muito boa!

Apesar de parecer simplório, o enredo vai revelando informações muito interessantes e bem boladas, conseguindo amarrar bem todos os conceitos e detalhes entre passado e presente, que se alternam em momentos bem oportunos durante a série. Todos os personagens tem uma construção psicossocial condizente com o tipo de horror que presenciaram durante o período na mansão Hill – além de terem idades diferentes durante os 30 dias que passaram na residência, as crianças eram influenciadas de forma diferente pelos diversos tipos de fantasma da casa e seus pais tratavam cada reação de forma diferenciada.

Por fim, devo dizer-lhes que o elenco foi muito bem escolhido, bem como a trilha sonora e as técnicas de iluminação e filmagem. Uma ótima produção da Netflix que vale a pena conferir, especialmente com a aproximação do Halloween.

4,5 dadinhos.

Bianca Cardeal
Sobre Bianca Cardeal 20 Artigos
Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

1 Comentário

  1. Série foooooda! Também comecei assistindo apenas na luz do dia, mas quando vi, já estava assistindo de madrugada (e dormindo de luz acesa).

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.