A reciclagem da fórmula de ‘O Bosque’

Série de desaparecimentos têm surgido de forma crescente na tv. Um gênero que tem boas produções, como The Killing, parece ter tido seu auge com a estreia de Stranger Things na Netflix. Porém, de uns tempos para cá, o gênero tem se desgastado com séries pouco inspiradas e que cansam excessivamente a fórmula já batida.

O Bosque (La Forêt) é a mais nova produção francesa original Netflix, que mostra o povoado de uma pequena cidade francesa estarrecido pelo desaparecimento de duas meninas. Polícia, escola e famílias ficam chocadas com o acontecimento e inúmeros problemas e segredos começam a surgir a partir disso.

Com essa premissa, O Bosque segue à risca a receita de bolo das séries de suspense: o núcleo policial que vai e volta nas pistas e dá voltas até achar um rumo; os mistérios de personagens que tem ligação com o acontecimento principal; adolescentes irritantes que você não sente qualquer empatia. Interpretações unidimensionais dão o tom, o que não prejudica a trama, mas também pouco inspira. O roteiro não dá um destaque aos personagens, tão esquecíveis depois do último episódio. Apesar disso, O Bosque tem uma fotografia que chama atenção. Planos aberto e com cores frias, dão um tom misterioso, fazendo imergir na trama.

O Bosque deve ser mais uma série a passar com pouco brilho pela Netflix. Com trama pouco inspirada, a série recicla os clichês do gênero e entrega trama previsível e que pouco adicione a já cansativa narrativa policial. Se procura trama realmente consistente, recomendo The Killing, que se encontra no serviço de streaming também. Deve agradar mais.

About Ronan Carvalho 75 Articles
Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen