A toxicidade do fandom e seu poder

Toda franquia dentro da cultura pop tem sua parcela de fãs, e sabemos bem que nem sempre é fácil lidar com parte do público. Os fandoms  –  diminutivo para fan kingdoms, ou seja, “reino de fãs” – , tem inflamado contra diversas produções que Hollywood tem feito, mesmo antes da filmagem das cenas. Mas o questionamento que fica é: qual o tamanho da influência dos fãs nisso tudo? Para indústria cinematográfica, eu diria que margeia o absoluto…

 

Como dito aqui, o fandom vem passando de um local plural e acolhedor para um ambiente tóxico, e isso tem influenciado em algumas narrativas das produções cinematográficas. Recentemente, o filme do Sonic recebeu diversas críticas quanto ao visual do ouriço azul, que teve seu visual totalmente refeito, sendo mais aceito perante o público.

 

A bola da vez, é o caso do último filme da franquia Star Wars. Depois de duras críticas ao filme anterior, ‘Os Últimos Jedi’, J.J. Abrams foi escalado para retornar ao posto de diretor, desfazendo diversos plots estabelecidos no longa. Uma das mais notáveis mudanças foi a redução de tela da personagem Rose, vivida pela atriz Kelly Marie Tran. Rose, que teve bom destaque, é alvo do “hate” dos ditos nerds e fãs da franquia. Como resultado, teve seu tempo de tela reduzido para míseros 76 segundos! Mais do que ser um ultraje perante tudo isso, é validar o discurso xenofóbico propagado pelo fandom.

 

Todo o fã tem direito de criticar e até argumentar sobre as decisões tomada pelos estúdios, não é sobre isso que estamos falando. Entretanto, as corporações conseguem enxergar o quão isso pode gerar prejuízo financeiro para elas, cedendo aos gritos de protestos nas redes sociais. Talvez seja o momento do meio nerd olhar um pouco mais para si e perceber que talvez, só talvez, ser nerd, hoje em dia, não seja tão legal assim…

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Ronan Carvalho

Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen

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