Alien: Covenant

Alien: Covenant

Direção: Ridley Scott

Gênero: ficção científica, terror

 

Um pouco de: mais do mesmo. Assim se apresenta Alien: Covenant, filme que tentou dar continuidade à franquia da criatura “comedora de gente”. Um grupo de colonizadores saem do planeta Terra com destino a Origae-6, aterrissando a espaçonave Covenant (também chamada de Mãe/Mother) no planeta com características ambientais semelhantes às terrestres, desembarcando a (imensa) tripulação para explorar o novo território e, fazer alguns reparos na nave – daí já até se pode imaginar no que viria logo em seguida.

O longa capricha nos efeitos visuais ambientais, carregando nos detalhes que casariam muito bem em 3D (recorrendo a momentos de pirotecnia), mas passando por alguns deslizes – que mais pareceram falta de orçamento – em outros momentos. O terceiro ato do filme, por exemplo, foi todo trabalhado em um ambiente conhecido (delimitado), sendo quase que obrigatório, a passagem de todos os personagens pelos mesmos caminhos (ambientes). O filme trabalha com poucas cenas empolgantes e longos diálogos passionais. Alien: Covenant entrega um roteiro pouco explorado e previsível, com personagens sem muita função decisiva (de único propósito na trama: sangue), ofuscando significativamente a mensagem central do filme. Esse, sem dúvidas, não é um filme com sequências de aparições alienígenas, é sobre o trabalho de desenvolvimento e evolução de uma nova espécie: a construção de um diálogo sobre origem entre criador e criatura. Boa parte da trama é alinhada pelos diálogos entre os androides David (revelado no filme Prometheus, na expedição da cientista Elisabeth Shaw) e Walter (criação composta de melhorias, mas de mesma feição de seu antecessor), ambos bem interpretados por Michael Fassbender. Nessa briga entre “irmãos”, o plano de colonização é descrito entre falas e evidências documentais, ficando claro o potencial desfecho da trama. Por sorte, a finalização do filme assume rumos positivos (sem o recurso “romantismo”) e, que, sem dúvidas abre caminho para continuidade da franquia. Ainda assim, seu antecessor, Prometheus, continua com espaço cativado em detrimento a Alien: Covenant, sendo mais empolgante e até mesmo mais assustador. Portanto, essa produção recebe 3 dados em nossa avaliação TN!

Nota: 3 / 5

 

[su_youtube url=”https://www.youtube.com/watch?v=svnAD0TApb8″]

Ricardo Oliveira

Ricardo Oliveira

Psicólogo Analista do Comportamento, Amante de cinema, fotografia e literatura sci-fi.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.