Apesar de inconsistências, ‘Hotel Transilvânia 3’ se mantém divertido

O terceiro filme da série Hotel Transilvânia está entre nós! Um tanto desleal um lançamento durante a exibição de Os Incríveis, mas a animação tem seus méritos. Sendo fruto do trabalho de Genndy Tartakovsky, há de criarmos alguma expectativa.

Provavelmente você não ligou o nome aos desenhos, mas Genndy tem em seu currículo produções como, Samurai Jack, O Laboratório de Dexter, Star Wars Guerras Clônicas e co-criação em A Mansão Foster para Amigos Imaginários. Já temos uma lista de bons motivos para criar expectativa e assistir Hotel Transilvânia desde seu primeiro lançamento.

Neste longa animado, o Conde Drácula começa a se sentir solitário vendo todos à sua volta formarem casais enquanto ele se ocupa com os afazeres do hotel. Mavis, sua filha, acaba confundindo isso com excesso de trabalho e surpreende o pai organizando férias em um cruzeiro especial. A família, meio humana, meio monstro, começa a curtir o passeio sem saber que estão sob a mira da família Van Helsing.

A animação sempre foi uma graça desde o primeiro filme. Neste longa os personagens ficaram mais caricatos em suas reações, lembrando os exageros das animações mais antigas. Particularmente me incomodou em determinados momentos, mas acredito veemente que é uma questão muito particular. Os personagens são simpáticos desde o primeiro filme, possuem personalidade própria – você até consegue se apegar a eles, e o melhor: percebe claramente a evolução deles a cada filme lançado.

Dublagem… ah a dublagem! Primeiramente agradeço que tenham exibido o filme de acordo como será ser lançado. O time de dubladores nacionais é um dos melhores, contando com nomes como, Fernanda Baronne (Mavis), Alexandre Moreno (Drácula) e Reginaldo Primo (Murray). As adaptações das piadas, jargões e sotaques são tão divertidas quanto as de Os Incríveis – arrisco dizer que até mais interessantes.

Eu não sei o que dizer à você sobre o roteiro. Comparando os monstros, suas origens e referências externas há uma falta de conexão quase completa com tudo. Em contrapartida, a animação possui características próprias, e faz todo o sentido a loucura que nos é apresentada durante os filmes, o que não incomoda. Existem algumas pequenas inconsistências como, Vampiros aparecendo em fotos – mas não ache que estou comparando com referências externas e sim, com outros momentos dentro das animações anteriores onde isso não era possível.

No geral o filme é divertido e não perde em nada para outras animações. A Sony acertou, e se a Disney não comprar vai perder espaço!

Voto 4/5 dadinhos com acerto crítico para o filme! Vão no dia que o cinema é mais barato, e aproveitem para assistir Os Incríveis e Hotel Transilvânia 3 no mesmo dia!

Larissa Bacelar
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Mãe Trekker. Tem como profissão o Design Gráfico e aposta sempre na inteligência e na originalidade como boa pertencente da Ravenclaw.