Arranha-Céu: Coragem Sem Limite | Crítica

Dirigido por Rawson Marshall Thurber, o longa traz a história de Will Sawyer (Dwayne Johnson), um veterano de guerra dos Estados Unidos e ex-líder da operação de resgate do FBI, que agora é responsável por avaliar a segurança de arranha-céus. Numa operação na China, Ford se vê diante de um incêndio no mais seguro e alto dos prédios, sendo responsabilizado por isso. O agente precisará encontrar os responsáveis pelo incêndio e, de alguma forma, limpar seu nome e resgatar sua família, presa no interior do edifício, acima da linha do fogo.

Ambientado num prédio futurista, longa conta com deliciosas cenas de tensão e um recheio de ação no clássico estilo correr ou morrer. Estrelado por The Rock, o filme não nos deixa a desejar no quesito superação, porém, se engasga nos caroços de um roteiro com furos.

Em uma tentativa de fazer a sequência funcionar, alguns furos de roteiro são percebidos. Eles aparecem em cenas que vão desde eventos sutis, como um celular não ser danificado numa explosão (nem era um Nokia) ou televisores serem dispostos convenientemente onde o protagonista possa ficar a par da situação, à eventos não tão sutis assim, como o modo instantâneo que Mr. Sawyer se torna um procurado (não dá tempo nem dos próprios personagens se situarem).

O filme não se prolonga muito além do que é demonstrado nos trailers: é exatamente como o descrito na sinopse. Sem grandes surpresas, vilões genéricos, crianças que tentam roubar a cena, um casal sem carisma e com uma explicativa pouco convincente, o que atrai no longa são as cenas protagonizadas por Dwayne Johnson que contam com ação, tensão e muita silver tape. No geral, um bom passatempo.