Atômica: despretensioso e bom

Luzes neon marcam a silhueta de Berlim, e o ano é 1989.

Há pouco tempo chegou à Netflix o longa de 2017, Atômica, protagonizado por nomes de peso do cinema, como Charlize Theron e James MacAvoy. O enredo de espionagem foi baseado na Graphic Novel de mesmo nome, Atômica – A cidade mais fria, cujos direitos autorais foram adquiridos pela protagonista do longa (Charlize) para adaptá-la junto ao diretor David Leitch (o mesmo de John Wick – De volta ao jogo).

 

O currículo do Diretor para filmes com boas cenas de ação é longa e, não seria diferente para Atômica – na verdade, é o máximo que o filme pode entregar. A coreografia das cenas de pancadaria são muito bem trabalhadas, sendo ponto alto da jornada. É realmente uma pena que o enredo não tenha seguido o mesmo ritmo.

 

Ficando como lição de casa a leitura da Graphic Novel para uma comparação em termos de história, o longa excede o time de execução, ultrapassando o limite necessário de finalização – isso gera no espectador a sensação de: “pronto, agora já é a parte final! Ah, não… tem mais.”.

 

Sem segredo algum, a história acaba em um desfecho de dualidade repetitiva hollywoodiana: CIA vs soviéticos – você nem deve imaginar quem sai por cima e quem é o escroto da história… Isso me põe a pensar sobre a profundidade de pires das produções que entram no Top10 de filmes assistidos: pancadaria, nudez feminina, sexo, mais porrada, com um plano de história apressada e comum.

 

Não estamos falando aqui de um filme que visa discutir alguma coisa, muito menos dar foco ao empoderamento – apesar da forte campanha pró “ocidente”, assinatura registrada dos filmes comerciais -, mas sim, de uma produção despretensiosa, para ser assistida após uma longa jornada de trabalho.

Danielle Sodré

Danielle Sodré

Engenheira Ambiental e Sanitarista. Fã da Mulher-Maravilha. Entusiasta por representações femininas na cultura pop e suas repercussões