Batman Renascimento: “Eu sou Gotham” (Vol. 1)

Por Ricardo Oliveira | Revisão Danielle Sodré

 

Antes de entramos na avaliação da revista, importante destacar que diferente do que ocorre nos EUA, a Panini optou em lançar as edições que saem quinzenalmente lá fora, em uma única revista mensal. Portanto, neste volume, o leitor encontrará a edição Renascimento e a história número 1 da revista Batman.

Dito isso, vamos ao que interessa. Batman: Renascimento marca a passagem do personagem das mãos de Scott Snyder para as de Tom King. A história já inicia com o morcegão enfrentando um novo Homem-Calendário, muito mais ameaçador e bem diferente do que conhecemos. Aliás, a narrativa é marcada pela passagem das estações (que tem relação com os poderes do vilão) e intercala (re) apresentações até a resolução desse primeiro confronto.

Dentro desse ritmo de apresentações, temos Duke Thomas, personagem que teve sua primeira aparição em Batman: Ano Zero e ganhou um arco de história em DC You chamado We are Robin, com uma proposta interessante e que leva a assinatura de Lee Bermejo. Para aqueles que já estão acostumados com o personagem, a presença dele não causa nenhum estranhamento e vão entender a referência que fazem a um episódio do arco End Game. Talvez essa não tenha sido uma forma muito bem elaborada para contextualizar o personagem pensando, principalmente, no público mais novo na editora. Contudo, a experiência do leitor/a não fica comprometida por conta desse (pequeno) deslize dos autores e a dinâmica entre o Bruce Wayne e Duke é muito interessante.

Renascimento encerra com um Alfred de olhar triste em uma cena com tom de mistério no ar. O que será que perturba o nosso querido mordomo?

Na sequência, “Eu Sou Gotham”, história já no comando de Tom King e a arte por David Finch. Num ritmo não muito diferente do que vimos nas primeiras páginas de Renascimento, a conversa entre Batman e o comissário Gordon é interrompida por uma emergência e, nosso herói, entra em ação saltando do terraço da delegacia. E que ação! Mas, o que chama a atenção é a camada psicológica que Tom King insere no personagem e ao que tudo indica, irá explorar mais a frente; um Batman que se expõe muito mais aos riscos e disposto a se sacrificar por aquilo que ele acredita (em Renascimento também temos uma amostra desse comportamento quase suicida). Na cena, num ato de heroísmo que o coloca em pé de igualdade com outros seres superpoderosos, Tom King nos apresenta a dois novos personagens que farão parte desse primeiro arco da nova fase do Batman: Gotham e Gotham Girl.

São 52 páginas de ação, bem enxutas.  Batman é o personagem que passou por menos mudanças em comparação a Superman e Mulher-Maravilha, por exemplo. Nesse sentido, parece que houve uma preocupação em transmitir nestas edições, que aquilo que foi trabalhado ao longo dos anos tendo Scott Snyder a frente da revista, foi preservado. Mas como dito anteriormente, em nada prejudica aquele leitor/a iniciante.

Nota: 4/5

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