Blade Runner: Qualidade x Bilheteria

Comunidade

Por Ronan Carvalho

Que bilheteria nem sempre é sinônimo de bons filmes, já é algo clássico no mundo da sétima arte. Filmes como a franquia Transformers mostram que os blockbusters sempre tem um lugar ao sol, pois atraem um público majoritariamente jovem e garantem sequências com seus respectivos estúdios. O contrário também acontece com bastante frequência, a exemplo do excelente Watchmen, que foi mal das pernas nas bilheterias, apesar de possuir boas críticas veiculadas.

A mais nova vítima disso é Blade Runner 2049. A sequência do clássico de 1982 soma a quantia de US$ 194 milhões arrecadados, o que não paga o seu custo de produção e marketing, que bateu a casa dos US$ 200 milhões. Mas por que um filme com tamanho orçamento e qualidade (seja em direção, estética e sequência de um clássico) arrecada tão pouco? Resposta: Público.

Blade Runner 2049 é um exemplo de como crítica e público ainda estão distantes um do outro, já que, em sua estreia, o filme ostentava 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, principal fonte usada pelos indecisos. Mas tanto clamor não se converteu em dinheiro e a sequência do clássico sci-fi arrecadou menos de US$ 40 milhões em sua estreia. Assim como o original, que só teve seu sucesso reconhecido anos depois, o filme de 2017 não é para o grande público. A longa duração e falta de interesse do público jovem, ritmo lento e ação quase inexistente também ajudou que o boca-a-boca pós-sessão fosse o pior possível.

Em meio a reboots, remakes e adaptações, Blade Runner 2049 se destacou pela sua qualidade em vários aspectos, mas não obteve o êxito comercial esperado. Contudo, assim como seu enredo, talvez o filme esteja fadado a um sucesso no futuro.

About Ronan Carvalho 30 Articles

Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell’s Kitchen