Castlevania se consolida como melhor adaptação de games

Castlevania tem uma legião de fãs no seu panteão. Com mais de 40 jogos lançados, a franquia tem uma mitologia sólida, passeando por diversas mídias – livros, quadrinhos… até que em 2017, emplaca uma série na Netflix. Baseado em “Dracula’s Curse”, o terceiro game da série, Castlevania se passa no século XV, quando uma médica chamada Lisa Tepes é acusada de bruxaria e, então, é queimada em uma fogueira.

Nessa história, porém, a mulher condenada à fogueira, era a esposa de ninguém menos que o Vlad Drácula, que ao descobrir que seu grande amor havia sido tomado pela ignorância dos humanos, decide exterminar a raça da face da Terra – o que um ano após o ocorrido, fazendo cumprir, solta seu exército de monstros sobre a nação de Valáquia. Para impedir este genocídio, Trevor Belmont, o último filho de um clã caçador de vampiros, o qual se junta a maga oradora Sypha Belnades e Alucard Tepes, sendo este último, o próprio filho de Drácula e Lisa.

Com uma primeira temporada curta, com boas cenas, porém com poucos episódios para desenvolver a história, Castlevania chega em seu segundo ano com o dobro de episódios para desenvolver melhor os seus personagens. O quadrinista inglês Warren Ellis assina o roteiro da segunda temporada, que prioriza tramas paralelos à história principal.

Os aliados de Drácula se mostram com uma construção instigante, com tramas que podem ser melhor exploradas na, já confirmada, 3ª temporada. No lado dos “mocinhos”, a dinâmica do trio (Trevor Belmont, Sypha Belnades e Alucard Tepes) é bem construída, com alívios cômicos convincentes, e que dão maior carisma ao mesmo.

Contudo, dado o foco da série estar fora da linha principal, a resolução da mesma me pareceu bastante apressada, com facilitações de roteiro. O tão aguardado embate é resolvido de forma muito rápida. Pode ter sido uma uma escolha assertiva na construção de personagens para a próxima temporada, mas para quem aguardou mais de um ano para ver tal embate, a série deixou um gosto amargo de decepção.

Apesar dos deslizes, Castlevania se mostra uma boa adaptação de videogames para o audiovisual. Sabe-se o quão difícil é essa construção, sendo inúmeras as ponderações quanto a outras criações, como é o caso de Assassins Creed e tantos outros.

Com vários pontos a serem desenvolvido, fico ansioso para o seu terceiro ano!

Sobre Ronan Carvalho 96 Artigos
Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen

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