Crítica | Guerra do Velho

 

“No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: visitei o túmulo de minha esposa, depois entrei para o exército!”

Essa primeira frase do livro Guerra do Velho (Jonh Scalzi) já me deixou curioso para lê-lo; página após página, pude confirmar que este foi,de fato, um dos melhores livros de sci-fi que tive o prazer de ler.

Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em 2016 pela Editora Aleph em terras tupiniquins, a estória de Guerra do Velho é narrada por John Perry, um homem de setenta e cinco anos com um passado comum a seres humanos da sua idade. Não quero dar muito do plot da história para dar ao leitor o máximo da experiência de leitura do livro.

O livro é muito bem escrito; Scalzi é dinâmico, não perde tempo com descrições de personagens. A leitura flui numa velocidade incrível: você atravessa as trezentas e sessenta páginas em pouquíssimo tempo. Como é narrado em primeira pessoa, você vai descobrindo a personalidade do protagonista em diálogos com outros personagens ou em pensamentos do mesmo.

 

Escritor John Scalzi

Mesmo sendo um livro focado no Sci-fi, Guerra do Velho foge do convencional, mas conserva  elementos clássicos do gênero: naves, batalhas, extraterrestres… está tudo lá. Entretanto, o foco no alistamento dos idosos é um dos grandes acertos do livro (não lembro de ter visto algo parecido em obras semelhantes).

Guerra do Velho é uma leitura obrigatória para os fãs de sci-fi  e para quem deseja iniciar uma nova leitura. Sua continuação, A Brigada Fantasma, já foi publicada – e adquirida por esse que vos escreve -, expandindo um pouco mais o seu universo. Com os direitos comprados pela Netflix para adaptação de um longa, o livro merece ser lido pelo simples fato de ser uma boa obra.

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Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell’s Kitchen