Crítica | Stranger Things – 2ª Temporada

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Por Ronan Carvalho

Em 2016 se comentava sobre uma série original da Netflix que resgataria a nostalgia dos anos 80. Em pouco tempo, Will, Eleven, Dustin, Mike e Lucas já faziam parte do cotidiano de todos. Sendo assim, muitas teorias pipocaram na internet para a já anunciada 2ª temporada. Eis que ela chegou, fazendo a espera de 15 meses valer a pena.

O segundo ano começa mostrando a volta da rotina de Mike e companhia. Will tenta se restabelecer depois da passagem pelo mundo invertido. Joyce (Winona Ryder) concilia o trabalho com sua vida amorosa, a preocupação com o filho e sua readaptação à rotina. Também acompanhamos o peso da perda de Barb para seus pais e como Nancy, Jonathan e Steve lidam com isso.

Em todos os sentidos, Stranger Things 2 é maior que seu primeiro ano. Trama, elenco, atuações: tudo é elevado a outro patamar. A divisão de grupos e tramas paralelas casam muito bem, criando duplas inesperadas que dão muito certo. Steve e Dustin é a dupla mais improvável, demonstrando o crescimento do primeiro em relação à temporada anterior. A novata Max encontra espaço para crescer em um arco criado para traçar um paralelo entre ameaças fantásticas de outras dimensões e o terror mundano. Bob Newby (Sean Astin) tem seu espaço para ser a figura emocional e dar movimento à narrativa, além de ser um easter egg afetivo para a série. Eleven tem um episódio dedicado exclusivamente para si, onde mostra mais do seu passado e pode amarrar futuras tramas nas demais temporadas.

Stranger Things 2 acerta mais uma vez: adiciona o terror presente dos anos 80 em sua trama e entrega uma segunda temporada digna dos clássicos da década, se consolidando como obra recente da cultura pop e mostrando que não é um fenômeno vazio.

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Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell’s Kitchen