Crítica | The Sinner

A cada anúncio de uma série original Netflix, cria-se uma expectativa sobre a nova estreia do serviço de streaming. Depois da 2ª Temporada de Stranger Things, Mindhunter e Alias Grace, estreou The Sinner, trazendo uma trama que envolve do início ao fim.

Quando Cora Tannetti (Jessica Biel), uma jovem mãe de família, comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou àquele estado súbito de fúria, um investigador chamado Harry Ambrose (Bill Pullman) se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique de Cora, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.

A trama prende do início até o seu último minuto. Ela mostra diversas formas de abuso que uma pessoa pode sofrer: traumas religiosos, físicos e sexuais mostram o quanto os temas devem ser debatidos nas diversas mídias.

Jessica Biel domina a série; interpretando desde surtos violentos até o silêncio de alguém perdido, a personagem é tão crível que você pode se pegar pensando em alguém conhecido, que possua os mesmos traços psicológicos da personagem. Bill Pullman está tão bem quanto Jessica; Ambrose é um personagem abalado por um relacionamento fracassado com sua esposa, ao mesmo tempo em que se mantém dentro de um relacionamento extraconjugal que desafia os limites do prazer.

Apesar de apresentar um enredo clichê, The Sinner tem méritos por seu elenco, roteiro e mensagem principal (mesmo que não seja tão evidente). É bem provável que a série ganhe uma segunda temporada, pois ainda se pode extrair muito conteúdo desta boa história.

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