Crítica – Uma Família Feliz

O quarto filme do diretor Holger Tappe traz a família Wishbone, em um formato bem tradicional, atravessando aquela crise que todas passam: o pai (Frank) é escravo do trabalho e fica exausto demais para fazer algo em casa; a filha adolescente (Fay)… Bem… Adolescentes né? O filho mais novo, um nerd raiz, sofre bullying a todo tempo e a mãe (Emma), além de trabalhar dentro e fora de casa, tenta unir todos para recuperar os momentos de diversão.

 

Fica bem claro a infelicidade deles a cada passo, tentando resolver o problema adicional que a bruxa Baba Yaga trouxe quando os transformou em monstros. Ainda assim é um filme animado. Por que animado? Tem ação, os personagens são levados a passar por algumas provações e todas elas envolvem alguma perseguição ou lutas com figuras bem inusitadas.

O 3D não é algo surpreendente e as cores constantemente vibrantes não ajudam a entrar no clima (quando o momento fica mais sério), mas apesar de todos os contras o filme conseguiu prender a atenção da minha filha, que não cedeu às minhas tentativas de contato humano e, surpreendentemente, estava encarando a tela com seriedade.

A dublagem conta com a participação de Juliana Paes, que surpreendeu, dando vida à Emma. Até sair do filme não havia reconhecido a voz da atriz, e só percebi alguma semelhança depois de reparar a informação no cartaz. Para aqueles que não sabem, ela deu entrevista sobre este trabalho e é também responsável pela dublagem da Tigresa em Kung Fu Panda.

Uma família feliz não é uma obra estilo Pixar, mas dá pra distrair. Sendo assim, ficará com um 3/5 e já está nos cinemas, então peguemos nossos pacotinhos e vamos lá!

 

Larissa Bacelar
About Larissa Bacelar 20 Articles
Mãe Trekker. Tem como profissão o Design Gráfico e aposta sempre na inteligência e na originalidade como boa pertencente da Ravenclaw.