Demolidor | 3ª temporada: A queda e redenção do demônio

O Demônio de Hell’s Kitchen está entre nós, e está mais vivo do que nunca!

A série do Demolidor foi a primeira da parceria Marvel/Netflix. Entregando uma primeira temporada coesa, deu ao personagem uma origem justa – coisa que o filme com Ben Affleck não conseguiu – logo cativou os espectadores para uma segunda temporada e, então, imersão dos outros personagens como, Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro. O segundo ano veio, introduzindo bons personagens da mística do herói, entretanto, acabou por ficar uns degraus abaixo do seu ano de estreia, deixando em risco sua continuidade. Agora, se confirma um 3º ano, em que se espera a redenção do demônio de Hell’s Kitchen

A terceira  inicia tendo como gancho, os eventos finais de Defensores, onde Matt Murdock sobrevive, se recuperando dos ferimentos e se agora com o questiona quanto ao seu papel de vigilante, e até mesmo, sobre sua fé em Deus. Do outro lado, temos Wilson Fisk, tentando retomar o poder da cidade e limpar sua imagem perante os holofotes. É clara a inspiração do arco A Queda de Murdock, quando o Rei do Crime conhece a identidade do Demolidor e o vai destruindo pouco a pouco, até o levar a loucura. Dadas as devidas adaptações, é respeitoso como a série abraça o material fonte, e consegue fazer jus a ele. Não só com seu protagonista, mas dando espaço para que os coadjuvantes brilharem.

Vincent D’Onofrio dá uma atuação coesa ao Wilson Fisk, que remete diretamente aos quadrinhos. A imponência e brutalidade do personagem estão ali. Definitivamente, é o melhor vilão do Universo Marvel/Netflix. Outro personagem que merece destaque é Benjamin Poindexter, que claramente é o Mercenário, e, Wilson Bethel, que consegue entregar uma interpretação envolvente, que não nos deixa duvidar da sua instabilidade psicológica. Diferente do ano anterior, onde o Justiceiro de Jon Bernthal encobriu o protagonista, a 3ª temporada dá espaço para todos os personagens, dando dinamicidade para os treze episódios que passam quase despercebidos.

As cenas de ação são sangrentas, fazendo jus à “classificação 18 anos”. As coreografias estão melhores do que as apresentadas na série do mestre de kung fu – “cof cof” – e já a tradicional luta do corredor é a melhor já filmada. O plano sequência que nos é apresentado, é algo que mostra a qualidade que a série chegou, não só em quesitos de roteiro, mas de filmografia e fotografia, que se faz muito bem empregado ao clima noir que o personagem pede.

Com apenas uma escorregada nas cenas finais do último episódio – realmente, não precisava! – mas que não chega a comprometer o desempenho da série, a 3ª temporada de Demolidor nos apresenta como uma das melhores temporadas de séries baseadas em super heróis. Os ganchos deixados pedem, fervorosamente, por mais uma temporada.

Sobre Ronan Carvalho 96 Artigos
Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen

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