Detetive Pikachu: Belo visual, pouca inspiração

Olá, nerdizitos e nerdizitas! É com extrema dificuldade e uma pitada de tristeza que apresentarei-vos esta crítica. Antes de mais nada, é bom deixar claro que eu tenho um carinho grande pelos Pokémon, especialmente o Pikachu, o que aumentou minha tristeza durante a exibição do filme…

 

A cada anúncio de produções cinematográficas – especialmente as adaptações -, a dita comunidade nerd entra em polvorosa. “Será que vai ser bom?”, “E se for ruim?”, “Não quero nem ver, nenhuma adaptação fica legal.”, “Vou ver mesmo que seja ruim, gostei do visual no trailer.”. Independente das motivações que levam o público ao cinema, o objetivo da maioria esmagadora das produções hollywoodianas é obter lucro (jamais se esqueçam disso, queridos). Sim, eles nunca se importaram com fãs de nenhuma franquia, afinal, vivemos numa “maravilhosa e justa” sociedade capitalista. E aí, retornamos ao foco desta resenha.

 

Em Detetive Pikachu, vemos o jovem Tim Goodman (Justice Smith) em busca de seu pai desaparecido. Durante a jornada, Tim conta com a ajuda do Pokémon parceiro de Harry Goodman, um Pikachu. Basicamente, é só isso mesmo, um rapaz apático com cerca de 19 anos em busca do pai perdido, que não o vê há anos. Muitos, mas MUITOS clichês recheiam o enredo do longa – o que não seria um problema, se a estória fosse bem contada. No começo do filme até introduzem o conceito da sociedade humana moderna e a atual relação com os pokémon, mas o foco é perdido em diversos trechos por inúmeros motivos bobos, deixando o roteiro lento. O protagonista é fraco e sem vida, o que não atraiu minha empatia (o coleguinha de Tim, Jack, que aparece apenas alguns minutos no início da estória, tem mais sangue correndo nas veias…).

Reparem que, até o momento, eu não comentei sobre a adaptação do jogo/anime para o live action. E eu nem gosto muito de comparar mídias; é muito complicado estabelecer um grau justo de comparação entre formatos com diferentes orçamentos, públicos, tempo de duração dentre outros. Para não me estender muito neste ponto, frase simples: não espere nada de semelhança em termos de enredo com os jogos nem do anime nesta adaptação.

 

O que mais chama atenção no filme desde os teasers e trailers, é o visual. A adaptação gráfica dos monstrinhos ficou magnífica! É perceptível a diferença de textura nos diferentes tipos de pokémons: répteis e peixes possuem escamas, mamíferos possuem pelos, as aves têm penas, e por aí vai; estão todos muito bonitos (especialmente o Blastoise e o Bulbassauro). Até os olhos das criaturas não causam estranheza, mesmo que estejam no padrão japonês de animação, fora que a montagem ficou bem feita – não dá pra diferenciar se são bonecos ou computação. O som também dá alguns pontos pro filme, especialmente durante a aparição do Charizard – se tivessem mantido o padrão durante o longa, ficaria um espetáculo.

 

O filme é um completo desastre? Não, já vi muita coisa – já desisti de ver outras tantas também – para não rotular este longa como desastroso, mas passa a sensação de filme B da sessão da tarde. Senti muita falta da vozinha gostosa do Pikachu dizendo o próprio nome (o charme dos pokémons tá bem aí).

Bianca Cardeal

Bianca Cardeal

Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

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