Diário de Um Confinado: Sobrevivendo a si mesmo durante a quarentena

Como dizia minha avó: Pimenta nos olhos do outro é refresco.

A inspiração de ‘Diário de Um Confinado’ foi, óbvio, a pandemia do Covid19. Bruno Mazzeo interpreta Murilo, um solteiro que mora sozinho, mas não adquiriu conhecimento sobre a rotina de sua própria casa e agora se encontra em isolamento total. Para você entender melhor o nível de inabilidade: ele não tem a menor ideia de onde fica absolutamente NADA no seu apartamento ou para que serve cada produto de limpeza. Além dos atentados, que inflige-se por desconhecimento, Murilo também lida com os novos sentimentos e paranoias que surgem durante o confinamento.

 

‘Diário de Um Confinado’ faz um passeio entre esquetes curtos e depoimentos fictícios, que já são características dos trabalhos de Mazzeo. Tudo é retratado com deboche leve e pode não agradar quem curte um humor mais escrachado. Acredito que este ponto tenha afetado as críticas do programa no geral.

 

A série é muito agradável em cada um dos seus episódios de 10 minutos, não exigindo muito esforço para o espectador. Mesmo quem convive com outras pessoas durante a quarentena consegue se identificar entre as cenas, mas pode lembrar de um(a) amigo(a), parente ou somente rir da desgraça alheia – você escolhe.

 

A autoria é conjunta por Joana Jabace e seu esposo, Bruno Mazzeo. ‘Diário de Um Confinado’ conta com outros nomes conhecidos como: Fernanda Torres, Lázaro Ramos e Renata Sorrah. Não lembra quem é essa Renata? É a nossa icônica Nazaré Tedesco. Aqui ela é a mãe de Murilo, extremamente preocupada e assídua na aplicação de Fake News.

Bruno Mazzeo e Joana Jabace

 

‘Diário de Um Confinado’ é gravado dentro da casa de seus autores e remotamente, quando interagem com outros personagens. O making off é especialmente divertido, pois mostra as dificuldades de gravar em meio a filhos, rotina e problemas técnicos característicos da modernidade.

 

Merece 4/5 dadinhos. Mesmo não sendo super fã da abordagem de humor na série, entendo que é uma marca dos trabalhos de Mazzeo, mas trocaria fácil ele por Matheus Nachtergaele ou Selton Mello.

Larissa Bacelar

Larissa Bacelar

Mãe Trekker. Tem como profissão o Design Gráfico e aposta sempre na inteligência e na originalidade como boa pertencente da Ravenclaw.

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