Dumplin | Crítica

Willowdean Dickson (Danielle Macdonald) é uma adolescente comum, mas fora dos padrões sociais de beleza. Sua mãe, Rosie Dickson (Jennifer Aniston), é uma estrela na pequena cidade do Texas, tendo vencido o concurso de beleza local inúmeras vezes na juventude. Cansada do discurso materno e da falta de atenção da mãe, Will – ou dumplin’ (fofinha), como sua mãe a chama – resolve se inscrever no concurso de beleza. Sem querer, acaba incentivando outras meninas também fora do padrão a concorrerem.

 

 

Apesar de ter um resumo muito comum de comédia adolescente, Dumplin’ trabalha alguns temas sob uma óptica diferente. Will é uma garota bem resolvida com seu corpo, ao mesmo tempo em que entende que a sociedade não enxerga ela da mesma forma. A menina passa pela maioria dos probleminhas enfrentados na adolescência, com o plus do universo feminino. Essa parte é a mais bem trabalhada no filme, pois nós mulheres sabemos bem o que é a pressão social em cima de nós, principalmente no quesito aparência.

 

Mostrando meninas com visuais, pensamentos, personalidades e objetivos diversos, o longa trabalha os relacionamentos de Willowdean no presente e no passado, mostrando sua fonte de inspiração e confiança, sua falecida tia Lucy, além de ir se modificando à medida em que o tempo passa. Diferentemente dos filmes com temática semelhante, o objetivo das “losers” da escola vai se modificando de “vamos acabar com esse concurso / vamos quebrar padrões” para “vamos mostrar que tem espaço para todas”. Claro que isso não é feito de forma linda e colorida, rola aquele  draminha jovem de praxe.

 

Vale a pena conferir o longa, disponível no catálogo da Netflix. 3 dadinhos.

 

Bianca Cardeal

Bianca Cardeal

Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

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