Feito na América | Crítica

Feito na América é um filme de Doug Liman. Só neste ano, o diretor tem o segundo longa-metragem lançado, sendo também responsável por outros dois filmes bem quistos pelo público: Sr. e Sra Smith e A Identidade Bourne.
Neste longa, vemos que coadjuvantes bons ajudam demais no clima e que Tom Cruise sabe andar! Graças a Zeus, pois estava começando a pensar que ele tinha alguma espécie de problema! Brincadeiras à parte, ele está muito bem na pele de Barry Seal e, mesmo sendo um filme baseado em uma figura real, é muito divertido de assistir. Tão divertido que substituiria a classificação de suspense por comédia/ação para fechar o grupo junto com policial e biografia.

Barry Seal foi um piloto americano que ficou famoso por ter sido recrutado pela CIA e virado agente duplo, envolvendo-se no cartel de Medellín – Este cartel tem grandes nomes envolvidos, a exemplo de Pablo Escobar. Ter em destaque um personagem que é reconhecido como coadjuvante pela história mostra uma nova perspectiva e nos faz questionar: Como um homem que não é o chefão contribuiu tanto? Melhor: Por que?

O roteiro é interessante e, para quem não conhece esse lado da história ,é surpreendente a cada passo, especialmente pela audácia do personagem principal, mas confesso que não houve um envolvimento mais profundo com os personagens que justificasse alguma empatia mesmo na situação de Barry. Feito na América está muito bem ambientado. Até o abuso dos planos médio, fechado (closes) de câmera e a instabilidade contribuem e, junto com a mescla de imagens originais da época, passam a sensação de estar lá. É como Tom Cruise disse no making off “Feito na América é tão louco… É essa a frase: Tão louco e tem esse espírito fora da lei”.

Ver a CIA com um olhar no agente: sem ternos, com pouca burocracia e menos heroísmo ainda, mas muito esperto e sacana é sensacional! Sinceramente eu não sei como Barry Seal (o original) conseguiu viver tanto tempo com o corpo todo enfiado na treta, mas agradeçamos, pois deu um bom filme, onde Tom Cruise está ótimo e a loucura deixa tudo muito mais leve do que realmente deve ter sido.
Por Tom Cruise andando, pelos bons coadjuvantes, pela ambientação e pela empolgação vou dar um espirituoso 4/5 dadinhos, mas a pontuação foi acima da média e conseguiu ultrapassar a minha CA para filmes com Tom Cruise.

Larissa Bacelar
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Mãe Trekker. Tem como profissão o Design Gráfico e aposta sempre na inteligência e na originalidade como boa pertencente da Ravenclaw.