John Wick 3 – Parabellum: Muita ação, pouco enredo

John Wick retorna em seu terceiro filme, continuando diretamente de onde parou o segundo (‘Um Novo Dia Para Matar’). O famoso assassino busca desesperadamente a sua fuga dos Estados Unidos, já que sua cabeça está a prêmio devido aos atos realizados no último longa. Como em seus anteriores, o novo filme está recheadíssimo de lutas, tiros, explosões e mortes violentas – há muitas facas e outras armas brancas, para os que gostam de ver o John Wick envolvido em episódios de mortes silenciosas (ou não…).

 

Sobre a parte que mais gosto de analisar (a que mais me agrada, diga-se de passagem), infelizmente me decepcionou: o filme tem um enredo fraquíssimo, com pseudo justificativas para a introdução de milhares de personagens não vistos em outro momento do longa – alguns nem nos antecessores estavam presentes. “Ora, mas filme de ação é isso aí.”. Calma. É senso comum que boa parte dos filmes de ação possuem enredos medíocres a ruins, ainda que sejam bons filmes de ação – parece controverso, mas é isso aí mesmo hahahaha -, mas também, temos excelentes exemplos de filmes com estórias interessantes, como ‘O Sexto Dia’ e ‘Queima de Arquivo’. Logo, eu sempre espero enredos condizentes com seus respectivos gêneros, o que não aconteceu em ‘John Wick 3: Parabellum’. Esse subtítulo me deixou intrigada, mas até sua explicação foi pífia. “Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba; aqui dois palcos não se criam e nem fazem HISTÓRIA.” – POPOZUDA, Valesca, 2013.

 

Em contrapartida, a direção fez um ótimo trabalho nas coreografias das lutas. Somado à sonoplastia (ou a falta dela em alguns trechos), as cenas chave do filme ficaram muito gostosas de assistir, principalmente a sequência em que Halle Berry dá o ar da graça – sério, faz tempo que vi uma sequência de ação tão boa e divertida. Outro fato que me chama bastante atenção nos filmes do Baba Yaga é a efemeridade da munição, o que dá aquele toque especial nas cenas, já que as pequenas pausas para recarga tem outras finalidades além de prolongar os tiroteios. Apenas uma das cenas ficou absurdamente cansativa, pois lá pelas tantas, você já viu tanta morte que deseja o final do filme – é isso que a falta de enredo faz, coleguinhas.

Bianca Cardeal

Bianca Cardeal

Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

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