O apocalipse tecnológico em ‘Cyberstorm’

A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia, seja nos smartphones ou nos complexos softwares que distribuem a eletricidade a nossas casas. A ‘vida cibernética’ é um cotidiano tão intrínseco que é quase impensável uma vida sem tais comodidades tecnológicas. Todavia, como o mundo reagiria a um cyber ataque, onde toda a tecnologia fosse inutilizada? Em uma resposta curta, seria um verdadeiro Caos.

Em Cyberstorm (Matthew Mather) acompanhamos a história pela visão de Mike Mitchell, um pequeno empresário do ramo de mídias sociais que deve proteger sua esposa e filho do futuro sombrio que os aguarda. Vemos um mundo em meio a um ataque cibernético, demonstrando como somos totalmente dependentes da tecnologia atualmente. O livro permeia muito sobre essa área: o uso da internet, a divulgação e utilização de informações e vulnerabilidades dos sistemas, mas tais discussões são utilizadas em momentos pontuais da trama.

Escritor Matthew Mather

A narrativa mostra muito mais sobre a natureza humana, como a civilidade é perdida quando a sobrevivência está em jogo – os extremos e a falta de comodidade cotidiana mudam a percepção de mundo e de cordialidade com o próximo. Outro ponto importante a pontuar é a disseminação das notícias. O poder midiático sobre a população é enorme: uma notícia dada de forma errônea pode desencadear uma histeria gigantesca…

Com bons personagens e uma narrativa que progride a cada página, Cyberstorm conta uma história que alterna entre ficção e a realidade. O livro levanta debates sobre tecnologia, segurança, privacidade, medo e liberdade. E o mais assustador é perceber que o cenário retratado pelo autor é algo tão crível que pode acontecer amanhã. Fique atento. O apocalipse pode vir de onde menos se espera.

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Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen