O fim obscuro de House of Cards

Por Ronan Carvalho

Janeiro de 2013 estreava House of Cards, um drama político, em que apresentava um inescrupuloso congressista americano em busca de poder. O enredo por si só era pouco atrativo, mas olhando para o seu elenco, estava lá nada mais, nada menos, que Kavin Spacey, ganhador de dois oscars, e, na direção, David Fincher, diretor de “A Rede Social” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. A série logo ganhou público e crítica pela sua direção e atuação de seu elenco. Depois de 4 anos, 5 temporadas concluídas, a série recebeu um baque irreversível.

House of Cards pode não ser a primeira produção do serviço de streaming, mas foi a que impulsionou o selo “Original Netflix” e deu carga para produções seguintes. Orange The New Black, Sense8, Stranger Things só foram possíveis graças ao sucesso da série focada em Frank Underwood. Porém, após a matéria do BuzzFeed News, onde o ator Anthony Rapp acusa Kevin Spacey de assediá-lo aos 14 anos de idade, um pedido de “desculpas” desastroso do astro através do Facebook, e também posteriores acusações de assédio de 8 membros da equipe da série, House of Cards se encerra com um gosto muito amargo.

A Netflix anunciou a decisão de demitir Spacey de vez e, cortar qualquer vínculo com o ator. Agora, mais do que nunca, caberá aos showrunners, e a Robin Wright – que deve alçar ao posto de protagonista (e esperamos que com o salário correspondente) – dar um final digno em meio a obscuridade que ficou na série, que nem mesmo o casal Underwood conseguiria se safar.

 

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