O ‘Superman’ do mal em Brightburn

Uma criança alienígena cai no terreno de um casal de uma região rural dos Estados Unidos. O casal, com dificuldades para gerar uma criança, decide criar o menino como seu filho. Ao atingir a puberdade e descobrir que possui poderes, Brandon percebe que nada consegue detê-lo e decide fazer as coisas do seu jeito, punindo com a morte todos aqueles que se atreverem a entrar no seu caminho. E é só isso mesmo, queridos hahahahahaha!

 

Quando os trailers desse longa começaram a circular, começou-se a especulação sobre um Superman trevoso e malvadão, prometendo ser um filme de terror. Como já comentei anteriormente, eu tenho medinho de produções de terror. Entretanto, este enredo me chamou a atenção justamente pela premissa do Superman miserável, um fato que sempre me questionei – por que baralhos um alienígena super poderoso iria proteger pessoas que não respeitam o próximo e nem o planeta em que vivem, sem exigir nada em troca? Encarei o filme e… não tem nada de terror ali, exceto por alguns “costumes” de deixar as cenas silenciosas e colocar um barulho alto de supetão, mas não me abalaram em momento algum do filme.

 

Falando sobre a parte técnica do longa, nada de excepcional. Som meia-boca, fotografia mais ou menos, atuações OK. Algumas cenas são bem violentas, apresentando algumas mutilações que podem causar náuseas aos mais sensíveis – quem tem costume de jogar/assistir a franquia Resident Evil não terá problemas – , mas só. Eu não esperava uma super produção antagônica ao conceito de super-herói, mas o roteiro poderia ser um pouco mais lapidado. O filme poderia até ser um pouco mais prolongado, já que algumas conclusões são tiradas rapidamente de uma cartola, levando à uma sucessão de fatos corridos e chegando ao desfecho. Desfecho esse, que foi o que mais curti no enredo, me surpreendeu e ficou interessante.

 

Considerando uma distração ao estilo sessão da tarde (com violência), o filme leva 2,5 dadinhos. Aos amantes do terror, não criem expectativas.

 

 

Bianca Cardeal

Bianca Cardeal

Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

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