Operação Final e a marcas da Segunda Guerra

A Segunda Guerra Mundial foi um dos maiores eventos da história mundial recente. Retratada de formas diversas no cinema, vários foram os clássicos que nasceram dessa temática. A Lista de Schindler é o mais emblemático em trazer o horror que foi o conflito, e a ferida que cicatriza, mas nos faz lembrar a cada momento que tal acontecimento não deve se repetir.

Com produção da MGM e distribuição da Netflix para fora dos EUA, Operação Final é baseado em fatos que gira em torno da busca e apreensão de Adolph Eichmann (Ben Kingsley), um dos principais arquitetos do Holocausto – a chamada “solução final” dos nazistas. Conseguindo escapar das forças aliadas, Eichmann fugiu para a Argentina e o filme mostra justamente a missão de agentes da Mossad para tirá-lo de lá e levá-lo até Israel, a fim de responder pelos seus crimes.

Com essa premissa, que se assemelha muito a apresentada em Argo, o filme tem um ritmo cadenciado e que não afeta a dinamicidade. A preparação e execução do plano se concretiza no primeiro ato, dando espaço para diálogos primorosos, que é a grande força do roteiro de Matthew Orton. Oscar Isaac, que interpreta Peter Malkin, tem uma interpretação sólida, onde se espectador pode comprar piamente toda a carga que o agente carrega. Outro que tem momentos primorosos é Ben Kingsley, que dá uma interpretação contida, porém, perto do ápice, demonstra toda a crueldade escondida.

Com alguns pequenos erros – como todos os personagens falando inglês, o que tira um pouco da veracidade do longa – Operação Final é um bom filme para se assistir. Em tempos de de tanta violência, é sempre importante lembrar o quão devastador o ódio e intolerância da segunda guerra foi e, quão ainda é marcante para todo o mundo.

 

Sobre Ronan Carvalho 96 Artigos
Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell's Kitchen

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