Qual é a sua toalha?

Por Danielle Sodré

 

O mês de maio foi bem agitado em Salvador. Não estou falando das baladas “topzeiras” que há por metro quadrado… mas, dos variados eventos em comemoração ao dia do Orgulho Nerd e, em outros casos também, ao aniversário de 40 anos da franquia Star Wars.

Entendendo brevemente como se deu o surgimento desta comemoração (caso ainda não saibam, há várias fontes de pesquisa na internet sobre a temática, é só procurar por Douglas Adams, mais especificamente), ao passo do avanço pelo interesse na organização e produção de conteúdos que abordem a temática “nerd”, Salvador foi tomada por manifestações culturais em cada canto da cidade.

Outrora, já evidenciamos a dificuldade de concentrar a realização de encontros, feiras e/ou seminários em terra soteropolitana, principalmente pela pouca disponibilidade de espaço (acessíveis), transformando em uma verdadeira arte de “jogo de cintura” dos organizadores estruturarem seus eventos sem grandes problemas.

Ainda assim, é muito gratificante ver que tem se tornado cada vez mais verbalizado o desejo, da maioria apaixonada pelos produtos da cultura pop, em mostrar seus gostos, opiniões e, por que não, influenciar potenciais adeptos.

Mas não apenas de diversão foram esses encontros… O peso da responsabilidade, enquanto emissor de conteúdo e de formador de opiniões, influiu na incorporação de temas importantíssimos e, que precisam, de fato, da atenção do público.

Foi tratando justamente de um dos temas de relevância ao debate, que o Tabuleiro Nerd foi convidado à contribuir, estando (euzinha) interagindo com um plateia repleta de admiradores da cultura nerd, ao mesmo tempo, cheia de incertezas e paradigmas sociais. No tema “O papel da mulher no universo nerd” (evento organizado pelo canal Mega Hero), elementos da vivência de produtora de conteúdo foram instrumentos que tornaram possível o entendimento do público do quão intenso e desafiador é ser mulher em grupos predominantemente representados por homens (cis, brancos e héteros, em sua maioria).

Da mesma forma, era possível sentir a inquietação destes enquanto a temática e, pelo porque de ser tão importante falar da necessidade da maior inserção de representações femininas neste universo que, também, é feito (vividos) por elas. Enquanto desafio maior (acredito, responsabilidade), foi o de transmitir a segurança na fala para jovens meninas e mulheres que nos observavam, atentas, no palco, que elas podem e devem seguir se envolvendo na cultura pop, mas agora, sabendo que podem se apoiar em canais, grupos e mídias que falam na sintonia da igualdade de gênero.

 O mês de maio chega ao fim, mas as atividades não param (e nem podem!).

Danielle Sodré

Danielle Sodré

Engenheira Ambiental e Sanitarista. Fã da Mulher-Maravilha. Entusiasta por representações femininas na cultura pop e suas repercussões

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