Rocketman: o retrato de Elton John

Reginald Dwight é um menino extremamente talentoso, mas muito tímido. Depois de passar um curto período como músico em bandas de apoio, o pianista prodígio muda seu nome para Elton John e torna-se uma estrela da música internacional durante os anos 1970.

 

Nascido em 1947 e inserindo-se no mundo da música precocemente, Sir Elton Hercules John conheceu seu parceiro de composições, Bernie Taupin, em 1967. Desde então, é muito difícil encontrar uma pessoa que nunca tenha ouvido falar em seu nome – ainda que isso aconteça, com certeza conhece alguma de suas músicas de sucesso, que foram regravadas por inúmeros artistas.  Isso sem falar na imensa quantidade de duetos realizados (recordista).

 

Elton John é conhecido por sua irreverência nos palcos e sua instabilidade emocional fora deles, especialmente no auge de sua carreira. O vício no álcool, cocaína e algumas drogas sob prescrição médica foram responsáveis por propiciar pólipos em suas cordas vocais, obrigando-o a passar por uma cirurgia no final da década de 80 – o procedimento provocou a redução do alcance de notas altas pelo artista -, sem falar nas tentativas de suicídio. Felizmente, o artista  conseguiu se tratar, estando sóbrio há mais de 20 anos.

 

Além de cantor e compositor, o artista se envolveu na luta contra a AIDS, criando a Fundação Elton John para AIDS e atua em movimentos sociais LGBTQ+ por todo o mundo. Desta vez, o ícone se coloca na posição de produtor executivo do filme ‘Rocketman’, que conta sua história.

 

O longa começa mostrando Elton aos 4 anos, em seu contexto familiar e seus primeiros contatos com a música, passando por momentos importantes do início da carreira e posterior fama. Esse tipo de enredo não seria nada demais, mas a produção impressiona. Cada famosa canção é encaixada de forma sublime entre as cenas ou dentro delas, suas letras descrevendo acontecimentos e/ou falas de personagens – nos musicais habituais, a maioria das músicas ou todas elas costumam ser compostas especialmente para as gravações; neste caso, foram utilizadas canções de 40 anos para compor parte do roteiro.

 

Dentre o magnífico repertório de Elton, alguns sucessos se destacam na telona: “I Want Love”, interpretada lindamente dentro da cena; “Your Song”, primeiro sucesso do artista, tendo sua composição transformada em cena nos mínimos detalhes; “Rocketman”, canção responsável por um de seus apelidos, e “Tiny Dancer”. Mas as surpresas não terminam por aí. O intérprete de Elton John, Taron Egerton (Kingsman, 2015 e 2017), gravou em estúdio todas as canções utilizadas na produção. E ficou fantástico! Em alguns momentos ele parece o próprio Elton John cantando, tanto na voz quanto na interpretação – e que interpretação! Nem preciso dizer que a mixagem de som está maravilhosa, né? Palmas também para o pessoal do figurino e maquiagem, que conseguiu recriar algumas roupas usadas pelo artista em suas apresentações.

 

O longa conseguiu a proeza de despertar inúmeros sentimentos nesta que vos escreve, fazendo-me rir, ter raiva, chorar e cantar em momentos diversos, e arrebata 5 dadinhos com isso. Ah! Para quem vai aos cinemas conferir a produção, assistam os créditos e vejam as imagens comparativas.

 

And you can tell everybody, this is your song

It maybe quite simple but now that it’s done,

I hope you don’t mind, I hope you don’t mind

That I put down in words

How wonderful life is while you’re in the world.” – Your Song

Bianca Cardeal

Bianca Cardeal

Médica Veterinária, entusiasta do projeto Zero Dawn, chefe do P&D da Capsule Corp e a única Luffana que tornou-se Griffana em toda a história de Hogwarts.

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