Será mesmo que gostamos do que é diferente no cinema?

É quase certo que você já ouviu alguém falar – isso se você mesmo não tenha dito – “Hollywood está sem criatividade!”. E a frase faz sentido quando olhamos o panorama de lançamentos de reboots, remakes e adaptações dos filmes. Mas será mesmo que gostamos do que é diferente?

A Bruxa (Robert Eggers, 2015)

Lembro de reações que o público teve com filmes ditos fora da curva. A Bruxa, filme de terror que passa longe dos clichês do gênero, recebeu críticas por não ter sustos como tantos outro filmes. Ou até mesmo o 1º ato do famigerado Quarteto Fantástico de Josh Trank,  que trabalha mais um arco sci-fi do que super heróico. E em 2017 temos Star Wars: Os Últimos Jedi. Seu antecessor, O Despertar da Força, recebeu duras críticas por manter uma estrutura semelhante ao Episódio IV, Uma Nova Esperança: A jornada do herói, que recusa o chamado, mas acaba por segui-lo e aceitando seu legado. Enquanto o filme dirigido por J.J. Abrams se mantém nessa zona de conforto, o longa de Rian Johnson subverte qualquer coisa que se conhece por Star Wars. Nada que vemos ali foi visto em longas anteriores. Lembro da sensação que tive ao sair da pré estreia… Percebi que gostei do filme, mas algo me soava estranho nele. Digerindo melhor, entendi que o que tinha visto fugia da estrutura de forma pronta da franquia – e me fez gostar ainda mais dele.

Quarteto Fantástico (Josh Trank, 2015)

Então será mesmo que Hollywood está sem criatividade ou nós mesmo temos uma resistência ao novo? Por que as tendências da mesmice e de ser diferente estarão sempre aí. Caberá a nós, público, se seremos mesmice… Ou diferentes.

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Designer, Gamer, Membro da Tropa dos Lanternas Amarelos e morador de Hell’s Kitchen