“What if…?” é a oportunidade de sentir o sabor do potencial do multiverso

Já vou largando o doce: Eu daria minha grana FÁCIL para ver a agente Carter (Hayley Atwell) como Capitã no cinema. Se a série Falcão e Soldado Invernal me fez vibrar no final, eu não sei o que aconteceria ao meu pobre coração do começo ao fim de um longa “Capitã Carter”.

 

“Ah, mas é lacração… Fica mudando gênero”. Problema seu meu irmão, eu não lhe perguntei NADA! Se esse é o seu melhor argumento, nem continue lendo.

 

A proposta geral desta série animada da Marvel/Disney é usar como inspiração os quadrinhos de mesmo nome para nos mostrar histórias que, teoricamente, estão se passando nas linhas do tempo alternativas que eclodiram após os acontecimentos de Loki. Tudo sob a narração do Vigia (Jeffrey Wright).

 

Elas irão acontecer dentro dos filmes que já conhecemos, mas com grandes mudanças em um determinado ponto. É nesse momento que o “E se…?” começa a funcionar e enche o bolso da Disney de grana.


Stephan Franck é o diretor geral de animação e esteve envolvido em projetos como Homem Aranha no Aranha Verso e O Gigante de Ferro. Temos aquele belo estilo Cel Shading (basicamente fazer o 3D parecer com 2D).

Os atores representados são nossos antigos conhecidos, mas é interessante ver o trabalho de animação no episódio da Capitã Carter, pois a transformação gera proporções que nós não experimentamos visualmente nos filmes e isso trás uma série de novas sensações.

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O papel de outros personagens também se modifica de uma maneira diferente do que o público geral pode esperar, mas saibam que todos estarão lá de alguma forma.

 

A trilha sonora não tem grandes novidades, trabalhando bem em conjunto com os acontecimentos e sendo responsável por abrilhantar os momentos sem tirar o protagonismo da animação e seus dubladores.

 

Uma das características que me fizeram amar a Capitã é o fato de que ela desce a porrada mesmo e se diverte com isso, faz até piada. Era uma preocupação pessoal minha de que eles poderiam esquecer de imprimir a personalidade dela após a transformação. Teríamos então apenas mais uma versão do entediante Capitão América tradicional.

 

A Disney não é boba então também vejo essa série animada como um modo de gerar um termômetro da empolgação dos fãs com o multiverso e quais deles seriam mais interessantes para desenvolver um material futuro.

 

Veja bem, já me empolguei para escrever e foi apenas o primeiro episódio, então a classificação vai ser dada por ele. Posteriormente, caso mude de opinião, venho fazer ressalvas.

 

São 5/5 dadinhos fácil, todos com 20. Dano crítico no meu coração que nem ligava para os filmes da Marvel.

Larissa Bacelar

Larissa Bacelar

Mãe Trekker. Tem como profissão o Design Gráfico e aposta sempre na inteligência e na originalidade como boa pertencente da Ravenclaw.